quarta-feira, 22 de junho de 2022

O DIA EM QUE OS DEUSES HINDUS VIRAM SHIVA E PARVATI FAZENDO AMOR

Os amantes da tradição Hindu/Tântrica vivem lendo contos e mais contos sobre o Deus Shiva e a forma em que ele amava a sua consorte (parceira) Parvati (Shakti).


Todos os contos são uma forma mágica para ensinar seus discíplos através do exemplo, (assim como Jesus usava as Parábolas) e mostrar que SIM, tudo que os Deuses fazem esta ao alcace dos seres humanos também.

Nessa bela história de hoje, Shiva e Parvati foram pegos por outros Deuses Hindus no seu momento mais intimo; VIRAM SHIVA E SHAKTI FAZENDO AMOR TÂNTRICO.

´´A história é que Shiva estava fazendo amor com Parvati, sua consorte. E é claro que, quando Shiva faz amor com sua consorte, não é um amor comum.

E ele não faz amor com as portas fechadas; as portas estavam abertas.

Houve um problema no mundo dos deuses, e Brahma, Vishnu e uma grande multidão de deuses tinham ido perguntar qual seria a solução de Shiva para aquela questão urgente.

Por isso eles entraram na sala – a privacidade de Shiva tornou-se conhecida – mas ele estava tão absorvido no amor, que não percebeu que havia uma multidão assistindo.

Todos os deuses tornaram-se voyeurs.

Não conseguiram sair, porque algo muito forte estava acontecendo. Os Deuses Hindus
viam Shiva e Parvati fazendo Amor.
A energia era muito grande, eles a sentiam. Não conseguiram sair. Não conseguiram interromper, porque aquilo era algo muito sagrado.

E Shiva continuou fazendo amor, sem parar.

Os deuses começaram a ficar preocupados, pensando se ele nunca ia parar. E estavam com um problema tão grande que uma solução urgente era necessária. Mas o que poderi ser tão urgente a ponto de interromper o ato de amor entre Shiva e Parvati?

Mas Shiva estava completamente distraído. Ele não estava ali, Parvati não estava ali – o homem e a mulher tinham se misturado completamente, um dentro do outro. Uma unidade tinha se formado, uma grande síntese, uma enorme orquestra de energias.

Eles queriam ficar, Shiva e Parvati estavam ali fazendo Amor, mas ficaram com medo dos outros deuses. É assim que a mente puritana funciona. Estavam muito interessados em assistir, mas ficaram com medo, porque se os outros vissem que eles estavam assistindo, observando e gostando, perderiam seu prestígio. Por isso, eles amaldiçoaram Shiva:

“A partir de hoje, sua imagem desaparecerá do mundo e você será lembrado como um símbolo fálico”: lingam em yoni, sol na lua, a jóia no lótus. “Agora você será sempre lembrado como um orgasmo”. Essa foi a maldição.

Os outros deuses amaldiçoaram Shiva, mas essa maldição parece ter se transformado em uma benção, porque o símbolo é muito belo. É o único símbolo fálico no mundo adorado como um Deus, sem qualquer condenação. Os hindus se esqueceram completamente de que ele é fálico; não dizem que ele é fálico. Eles o aceitaram totalmente. E o símbolo é belo porque não é apenas Shiva ali, mas também yoni, yin, também está lá. O lingam é colocado no yoni; os dois estão se encontrando. É um símbolo de encontro, de orgasmo, da energia se tornando uma só.

O mesmo ocorre por dentro, mas só acontecerá quando você deixar a mente. O amor só é possível quando você deixa a mente de lado. Mas quando você deixa a mente, não apenas o amor, mas Deus também se torna possível, porque amor é Deus.´´

(OSHO. Além de marte e vênus. São Paulo: Celebris, 2006. p.190-197)




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